Colaborões

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A Lola é uma das pessoas mais divertidas e irreverentes que eu já vi! A garota já fez turismo (além de ter rodado o mundo como turista), francês, e tantas outras coisas que me fazem encontrá-la sem querer muitas vezes pelas ruas. Isso só podia ser um sinal pra que eu a convidasse a ser uma grande colaborona!

Apesar do jeito Lola que eu conheço, parece que teve um lugar mexeu com ela e agora vamos conhecer uma Lola total Zen… E o que você vai ver abaixo é uma verdadeira AULA de cultura, uma proposta inspiradora de convício e imersão e um mergulho fundo em Amritsar, na Índia. 

Valeu Lola! Corra, lola, pra próxima viagem e nos conte tudin!!

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A comunidade sikh e o Golden Temple
(Amritsar, Índia)

 

O sikhismo é uma religião relativamente nova que se originou no Punjab, estado do noroeste indiano, durante o século XV, com o Guru Nanak. Descontente com o desvirtuamento das principais religiões de lá, hinduísmo e islã, o guru conquistou seus discípulos através de

ensinamentos que pregavam a prática de uma religião como forma de unir os homens. Para os sikhs os rituais religiosos não são a melhor de forma de encontro com o elemento divino, mas sim, viver em comunidade, partilhar e realizar trabalho honesto em prol do bem de todos. Exatamente por essas práticas os viajantes que passam por Amritsar saem impressionados com a experiência de viver como um sikh; a cidade abriga o Golden Temple (ou Templo de Ouro), principal destino para os seguidores dessa religião que representa apenas 2% da população indiana. Os homens sikhs podem ser reconhecidos pelos seus principais símbolos: os turbantes coloridos e a barba que nunca é cortada.

Os sikhs tiveram 10 gurus que profetizaram os ensinamentos do livro sagrado, mas, atualmente o Golden Temple é considerado o principal guru para eles. Tanto os habitantes de Amritsar quantos os de outras partes da Índia e do mundo vêm passar alguns dias no templo, fazer suas orações, ajudar como voluntários nas tarefas diárias ou se purificar na piscina sagrada que contorna o templo. Todo o complexo é aberto para qualquer interessado que queira conhecer a vida em comunidade que acontece por ali. Os trabalhos são voluntários, os sikhs fazem o chamado ‘holy work’ de 6 a 12 horas por dia, e todos os demais visitantes podem se juntar a eles em qualquer tarefa que queira (por exemplo descascar alho, além de ajudar na cozinha é um momento de conhecer e conversar com várias pessoas!). Visitantes podem se alojar em quartos comunitários e fazer suas refeições no Langar, o grande refeitório que serve até 40000 refeições por dia, toda essa estrutura é aberta e gratuita, doações no final da sua estada são bem-vindas, e você sai querendo doar algumas rupias!

Toda estrutura em volta do templo é um ambiente de paz, e até um refugio da loucura da vida indiana que acontece a poucas quadras dali. As construções em volta do templo incluem também um museu e a sede do órgão supremo dos sikhs. Além do fato de serem extremamente organizados, os sikhs se orgulham também de seus representantes no governo, alguns parlamentares em British Columbia (Canadá), guardas da rainha britânica e, é claro, o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh.

O Golden Temple não é só um destino sagrado que atrai curiosos de todos os cantos, é uma experiência numa comunidade inteira de ações altruístas que não esqueceram a verdadeira essência da sua religião.


Posted by Amanda

Categorised under Índia
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One Trackback

  1. By Colaborões on 8 de outubro de 2013 at 08:01

    [...] imagine então depois de duas colaboradas no viajão! A Lola já vez um post “rezar” na Índia, agora vem aí um post “comer” na Itália… Lola, não deixe de nos convidar para [...]

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